O chocolate é e sempre
foi um verdadeiro capricho dos deuses!
Conta uma certa lenda
que um deus Asteca, Quetzcoalt, o senhor da Lua prateada e dos ventos gelados,
certo dia ofereceu aos homens, um presente roubado do país dos deuses. Querendo
ele dar aos mortais algo que os enchesse de energia e prazer, foi aos campos
luminosos do Reino do Sol e lá roubou as sementes da árvore sagrada. Os outros
deuses não lhe perdoaram que tivesse dado a conhecer o alimento divino e
expulsaram-no das suas terras.
Antes de Quetzcold se ir embora, jurou que iria
regressar por “onde o Sol sai” num certo ano do calendário asteca. E foi assim
que as sementes do cacaueiro teriam nascido na região Asteca, dando origem à
árvore. O chocolate tinha tanta importância entre estes povos que a bebida só
era consumida por reis, nobres e guerreiros. Também a usavam em sacrifício aos
deuses, funerais e rituais de iniciação e as sementes serviam como moedas de
troca. Para os índios Astecas, as sementes do cacau com as quais faziam uma
infusão, era considerado um poderoso afrodisíaco. Os Astecas às sementes
torradas e moídas, juntavam-lhes água e especiarias (malagueta, canela, pimenta
ou baunilha) e por vezes farinha de milho para ficar mais espessa e obtinham
uma bebida de sabor forte, mas muito energética. Era esta bebida que o
Imperador asteca Montezuma bebia antes de ir para o seu harém e que um dia
ofereceu ao conquistador espanhol Fernando Cortez, confundindo-o com o deus
Quetzcoalt, por causa das suas roupas e por ter surgido do lado de onde nasce o
Sol, montando a cavalo, precisamente no ano em que era suposto o retorno do
Deus. Cortez passou a acreditar que o chocolate aumentava a “perfomance”
sexual, uma vez que foi recebido por 600 mulheres (o harém do Imperador)!
De regresso a Espanha,
Cortez presenteou o rei Carlos V com as preciosas sementes, tornando-se tão
precioso e popular em Espanha que a sua produção foi mantida em segredo por um
século. Só mais tarde foi introduzido em Inglaterra e de manufacturado passou a
ser industrializado. A partir de meados do séc. XIX é que passou ser consumido
sólido e não apenas liquido como tinha sido até ali.
Historicamente, quem trouxe o cacau para a Europa, foi
Cristóvão Colombo no ano de 1502 na sua quarta viagem ao Mundo Novo. Terá
entregue as sementes a D. Fernando II, mas estas passaram quase despercebidas
entre as muitas riquezas que trouxe da viagem. Anos mais tarde (1519) Cortez
descobriu o cacau no México, durante as suas conquistas por aquelas terras, mas
os espanhóis não gostaram da bebida, achando-a fria, gordurosa e amarga. Quando
perceberam que poderia servir como valiosa moeda de troca, em nome da Coroa
Espanhola, começaram as plantações de cacau no México. Nove anos depois, Cortez
voltou a trazer as sementes para Espanha, juntamente com as ferramentas
necessárias ao seu cultivo e os Espanhóis à bebida passaram a juntar açúcar
tornando-a menos amarga e mais saborosa, portanto, ao gosto dos europeus.
Ao longo
dos 150 anos seguintes, a novidade foi-se espalhando pelo resto da Europa e o seu uso foi sendo
difundido pela França, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc. Somente em 1755 o
cacau apareceu nos Estados Unidos. Em 1795 os ingleses começaram a usar uma
máquina a vapor para esmagar os grãos de cacau e este invento deu início à
fabricação de chocolate em maior escala.
A verdadeira revolução do
chocolate aconteceu cerca de 30 anos depois, quando os holandeses desenvolveram
uma prensa hidráulica que pela primeira vez permitia a extracção, de um lado,
da manteiga de cacau, e do outro a torta, ou massa, de cacau. Esta última era
pulverizada para se transformar em pó de cacau, que quando acrescido de sais
alcalinos se tornava facilmente dissolúvel em água. Daí ao desenvolvimento de
bebidas achocolatadas foi um passo rápido, e em sequência, a mistura com
manteiga de cacau fez aparecer as primeiras tabletes de chocolate mais ou menos
como os conhecemos hoje.
Para além do comum uso
culinário, o chocolate é também utilizado em produtos farmacêuticos como
correctivo de cheiro e sabores e ainda para fins estéticos.
Relativamente ao
uso do cacau na estética, surgiu recentemente a chocoterapia: um tratamento de
beleza à base de chocolate que dizem diminuir a gordura localizada, combater a
celulite, hidratar e melhorar a tonicidade da pele.
Verdade ou não ainda
estamos para saber, mas quanto mais não seja, as massagens relaxantes realizadas
durante estes tratamentos de beleza e o aroma que emana do alimento
proporcionam, com certeza, uma sensação de prazer, relaxamento e qualidade de vida
psicológico. E faz crescer água na boca!!
A
popularidade do chocolate continua forte e pelos vistos por muitos mais
séculos!...
Vai um chocolate quentinho?? (e que bem que sabia com este tempo frio e chuvoso!)
E um banho de chocolate? ;)
Experimente uma visita ao Zen Estetika e terá um tratamento digno dos deuses!!